O Samba-Canção é um gênero musical brasileiro que apresenta um estilo de samba mais melodioso, marcado no pandeiro, que canta as dores do amor, descrito por alguns como uma espécie de Samba Romântico.

Trazendo para uma linguagem mais atual, poderíamos dizer que o Samba-Canção é aquele samba que a gente houve quando tá com dor de cotovelo, sofrendo de amor. Popularmente falando: quando a gente tá na “sofrência”.

Ele começou a surgir nas rádios no final da década de 1930: Sob a influência das chamadas baladas americanas e boleros mexicanos, o Samba-Canção invadiu as rádios especialmente no cair da tarde e na madrugada, com um samba mais melodioso, mais lento, mais choroso, com letras cheias daquela dorzinha de quem tem um amor não correspondido.

Assim o Samba-Canção tem uma espécie de variação do puramente lírico, com vocabulário culto, letras bem elaboradas e é a melhor pedida para quem está sentido a famosa dor de amor.

A Rádio Gazeta foi uma das grandes expoentes do Samba-Canção, que fez questão de reservar espaço para o gênero até a década de 1990.

Aliás, alguns dizem que o Samba-Canção é uma espécie de inspiração para o pagode romântico estilo Raça Negra, Belo e tantos outros, que explodiu no Brasil também na década de 1990, e que a gente adora ouvir até hoje, quando tá apaixonado, quando terminou um relacionamento.

É que o Samba-Canção exalta o tema do amor-romance, do amor frustado que dá aquele aperto no peito, aquela dorzinha que, não sei por que, tem hora que a gente gosta de sentir!

Para se ter uma ideia do verdadeiro Samba-Canção, basta ouvir um pouco de Ângela Maria, Dolores Duran, Lindomar Castilho, Aracy de Almeida, Nora Ney, Dalva de Oliveira ou Elizeth Cardoso, expoentes da era de ouro do Samba-Canção (1930-1950).

Uma curiosidade: nos anos 50 a calça jeans virou uma febre e, para usá-la de maneira mais confortável era preciso uma “cueca” mais apertadinha. Então as cuecas mais folgadas que estavam fora de moda recebeu o carinhoso nome de Samba-Canção, em referência ao ritmo Samba-Canção, que começava também a perder espaço para a Bossa Nova nas rádios.

O carinhoso apelido permanece até hoje para designar o item do vestuário masculino e, o que era zoação na década de 50, cá pra nós, hoje virou item de primeira necessidade.

Na verdade, não há quem não goste de um bom Samba-Canção em todos os sentidos, né?!

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