Quem nunca pulou sete ondas no ano novo? Quem nunca jogou flores no mar? Quem nunca pisou com o pé direito primeiro ao entrar na casa nova, no trabalho novo? Estas e outras “superstições” fazem parte de uma das maiores expressões da diversidade cultural brasileira: a Umbanda!

Assim todo dia 15 de novembro é dia de celebrar  Umbanda. A data foi instituída também como forma de tentar banir de uma vez por todas, a intolerância religiosa.

Introduzida no Brasil através dos escravos a Umbanda ganhou adeptos em todo país e, mesmo quem não é um seguidor assíduo da religião, já se viu realizando estes “rituais”. E, se faz bem, que mal tem ?

O sincretismo religioso tão presente no Brasil é uma característica forte da Umbanda: elementos do cristianismo, espiritismo e religiões de matriz africana fazem parte dos rituais e da crença no geral:

“A Umbanda é a própria religião híbrida e o sincretismo faz parte da Cultura Brasileira, porque a nossa própria construção foi baseada em três povos: índios, europeus e negros”  afirma  a professora  Zuleica Dantas (Departamento de História da Universidade Católica de Pernambuco).

Para o carnavalesco Jéfferson Dos Santos  o sincretismo esteve presente desde o princípio como forma de despistar a intolerância religiosa. “No tempo da perseguição, os terreiros usavam a imagem de Nossa Senhora da Conceição para representar Iemanjá, por exemplo.  Santa Bárbara era Oya, Nossa Senhora do Carmo, Oxúm e São Jorge, Ogum”.

A Umbanda também tem presença forte no samba e por isso entrou para a lista de patrimônios imateriais do Rio de Janeiro.
Confira mais sobre a presença da Umbanda no Samba na reportagem “o samba e seus santos orixás“!

 

 

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