Aldir Blanc, considerado um dos maiores compositores brasileiros, além de escritor, é infelizmente é mais uma vítima da Covid 19.

Morreu nesta madrugada de segunda-feira (4/05), aos 73 anos, no Hospital Universitário Pedro Ernesto em Vila Isabel onde estava internado desde o dia 10 de abril.

Aldir Blanc deu entrada na CER do Leblon com quadro de infecção urinária e pneumonia que rapidamente evoluíram para quadro de infecção generalizada.

Após campanha de amigos e artistas, no dia 15 de abril foi disponibilizado um leito para Aldir Blanc no Hospital Pedro Ernesto onde chegou a apresentar melhora. Mas, seu estado era muito grave e mantido sedado o tempo inteiro, infelizmente não resistiu.

Aldir Blanc foi um artista múltiplo: era compositor, escritor, cronista.

Nascido no bairro de Estácio, um dos berços do samba carioca, gostava de observar a cidade e dizem que Aldir Blanc tinha o dom de captar a alma do subúrbio.

Em sua vasta obra, suas histórias cheias de vida eram por vezes dedicadas as suas grandes paixões: O bairro de Vila Isabel, onde viveu parte da sua infância, o Vasco da Gama, seu time de coração e claro o carnaval.

Aliás, foi Aldir Blanc quem batizou um dos mais amados blocos de rua do Rio de Janeiro: o Simpatia é Quase Amor.

Verdadeiramente a música era um dos grandes, senão, o maior amor de Aldir Blanc, a ponto de trocar a medicina pela música aos 27 anos, para então se tornar um dos mais importantes compositores da Música Popular Brasileira (MPB).

Boa parte das suas canções foram eternizadas na voz de Elis Regina, com destaque para a canção O Bêbado e a Equilibrista que revelou ao mundo a beleza de uma das suas muitas composições, em parceria com João Bosco.

Diversos artistas e personalidades públicas expressaram a tristeza pela perda deste que é um dos maiores ícones da cultura brasileira.

Clique aqui e conheça mais sobre a história e trajetória de Aldir Blanc.

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