Elizabeth Santos Leal de Carvalho , a Beth Carvalho, nasceu no Rio de Janeiro, e logo teve seu primeiro contato com a música, incentivado pela família, ainda em sua infância. O título carinhoso de “Madrinha do samba” surgiu através da sua generosidade em apresentar para o Brasil novos talentos, dando oportunidade a vários artistas, entre eles, Zeca Pagodinho. Beth Carvalho é uma artista diferenciada, única e sem dúvida merece todas as homenagens que vem recebendo durante a sua vitoriosa carreira.

Recentemente, foi inaugurada no Rio de Janeiro, uma exposição de encher os olhos dos amantes do samba, trata-se de uma viagem completa aos 49 anos de carreira da artista mangueirense, desde fotos raras ao seu repertório musical e de vida, onde uma verdadeira linha do tempo atravessa um mar de canções interpretadas em sua divina história. Isso mesmo, um corredor repleto de sucessos, onde o visitante, pode passar horas viajando pela nossa cultura maior, o samba.

O salão principal é destinado a fotos dos vários encontros marcantes da cantora. Nas imagens, ela aparece ao lado de  nomes da música brasileira como Chico Buarque, Caetano Veloso, Clementina de Jesus, Nara Leão, Cartola, Luiz Carlos da Vila, Emílio Santiago, entres outras feras. As legendas dos retratos são falas transcritas da própria cantora sobre o momento de cada fotografia memorável. No mesmo salão, uma mesa, bem ao seu estilo “Roda de samba“, uma paixão de qualquer sambista, foi montada com instrumentos, caracterizando ainda mais o ambiente, ao qual, se faz, imediato lembrar, a figura de grandes sambistas e claro, da amada Beth entre amigos.

O público ainda “viaja”, em uma história impressionante de uma mulher guerreira, atenta a política de seu país, ligada e antenada com a sociedade, amante do bom futebol e da época marcante dos ídolos Botafoguenses imortais, por isso seu coração pulsa pela estrela solitária do Botafogo em uma paixão sem fim. Mas, logo podemos perceber que, a batucada que aquece a sua vida realmente tem cores fortes, mas precisamente “Verde e rosa”, cores de sua amada escola de samba “Mangueira“, amor este, que tomou conta do seu coração ainda menina, quando, pelas ruas do centro do Rio e logo depois frequentando assiduamente a quadra da estação primeira, presenciou todo encanto que trazia aquela escola e seus passistas e integrantes apaixonados.

Beth Carvalho, tem uma carreira que realmente impressiona, tem um repertório e uma tragetória de vida, pouco vista em artistas atuais, é figura indispensável no samba, e uma roda de samba sem lembra-la seria como um atentado ao próprio samba. A casa de shows “Imperator”, no Méier, zona norte da cidade, vem fazendo um trabalho cultural de altíssimo nível, apresentando exposições, shows e trazendo cada dia mais cultura para o povo carioca. A série “Permanências”, que tem curadoria de Marcio Debellian e Miguel Jost. já prestou homenagem a  Marina Lima, Martinho da Vila e Elizeth Cardoso, e agora a nossa Madrinha do Samba.

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