Foi na Mocidade Independente de Padre Miguel, que a rainha de bateria apareceuiprimeira vez nos anos 70, quando Adele de Fátima, mulata escultural que fazia comercial das “sardinhas 88”, virou musa do país e tornou posto fixo nos desfiles das Escolas de samba a partir de 1985 quando a Mocidade colocou Monique Evans como rainha de bateria.

Ao lado do Mestre de Bateria, a ideia era que a Rainha de Bateria exercesse o papel de incentivar os ritmistas a não deixarem o ritmo cair. Mas a figura da rainha de bateria foi muito além disso: virou símbolo da própria Escola como uma espécie de embaixadora e tornou-se posto disputadíssimo nas agremiações.

Hoje para ser Rainha de Bateria, não basta ter belas curvas, samba no pé e o enredo na ponta da língua: é preciso vivenciar a Escola, estar junto da comunidade. É que a Rainha de Bateria é um destaque que não passa desapercebida nem dentro e nem fora da avenida.

Aí já viu: uma vez coroada, é rainha antes durante e depois do carnaval. Por isso cada rainha faz o possível para chamar a atenção para sua Escola e também para si mesma, afinal com os holofotes do posto de rainha de bateria, no país do carnaval, várias outras portas acabam se abrindo.

O posto é disputadíssimo e a escolha da Rainha de Bateria rende amplas disputas e debates que saem da quadra e invadem as redes!

Existem rainhas de bateria que foram muito além da avenida e ganharam o coração do público tornando-se inesquecíveis.

Separamos a lista das 05 eleitas pelo público do Sambando como Rainhas que não perdem a majestade:

1 – Viviane Araújo

Estreou no posto de Rainha de Bateria em 2002 pela Mocidade e tornou-se Rainha de Bateria do Salgueiro em 2009. Já foi pé quente pois a escola foi Vice Campeã naquele ano, e campeã no ano seguinte. Viviane tá sempre presente na Escola: participa dos ensaios e eventos, interage com a comunidade e por isso conquistou uma legião de fãs. Com muito samba no pé, Viviane é Rainha em jornada dupla: No Rio, reina à frente da Bateria da Salgueiro e em São Paulo da Mancha Verde campeã do Carnaval 2019. A frente da bateria dá um show e pela sua popularidade e carisma, é considerada pelos fãs como rainha das rainhas.

Viviane Araújo 👑 #Carnaval2020

Ela pode vai! 💘 #Sambandocom a #RainhadasRainhasViviane Araujo 👑 #Carnaval2020👏👏👏👏👏👏👏👏

Posted by Sambando on Saturday, February 1, 2020

2 – Raissa de Oliveira

Raíssa Oliveira é a típica rainha raiz: Nascida e criada em Nilópolis ninho da Beija-Flor, desde criança desfila pela escola e é a mais jovem passista a assumir o posto de Rainha de Bateria: com coragem e muito samba no pé, foi coroada Rainha da Beija-Flor quando tinha apenas 12 anos de idade e com maestria desfilou a frente da bateria no carnaval de 2003. O ano passado tornou-se mãe pela primeira vez mas não abandonou o posto: vai continuar a frente da bateria no carnaval 2020!

3 – Juliana Paes

Embora nascida em Rio Bonito, Juliana foi criada em Niterói e, defendeu a bandeira das duas escolas da cidade. Viradouro e Grande Rio. A frente da bateria da Viradouro de 2004 a 2008, Juliana Paes, sempre foi intensa: Era como se o som da bateria ecoasse junto com as batidas do seu coração. Conduzia a bateria para o recuo com maestria e em um dos desfiles mais marcantes da Viradouro foi a Capitã do Navio que levou a bateria pelo mar da Sapucaí. De volta a Sapucaí anos depois a frente da Grande Rio, também mostrou seu amor pelo carnaval e respeito pelo público e pela Escola. Não deu outra: Além da beleza, do samba no pé a emoção e entusiamos de Juliana a frente da Escola e sua paixão pelo carnaval fizeram Juliana ganhar o público que a colocaram na lista de rainhas que não perdem a majestade.

4 – Monique Evans

Em 1984 ela desfilou como rainha de Bateria da extinta “Não existe mais quente”. Em 1985 quando a TV Globo transmitiu pela primeira vez o Desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro no formato que vemos hoje quem estava a frente da bateria da Mocidade? Monique Evans, a musa, jurada do Chacrinha, considerada uma das mulheres mais bonitas do Brasil naquela época. Com uma fantasia pequenininha que deixava a mostra o corpo escultural Monique causou e foi responsável por fixar o posto de Rainha de Bateria nas Escolas de Samba do Rio de Janeiro, já que, apesar de Adelaide Fátima ter desfilado à frente da Bateria em 1970, o posto de rainha só foi criado a partir de 1984.

5 – Camila Silva

Ela não é apenas um rosto bonito e corpo escultural é uma passista exímia que parece já ter nascido sambando. Aliás o samba sempre foi uma das grandes paixões: Participou de vários concursos, enfrentou vários desafios, chegou a ser agredida na quadra de uma escola, teve sua vida exposta mas deu a volta por cima de salto alto e samba no pé. Camila Silva foi rainha da Vai-Vai em São Paulo e também da Mocidade no Rio de Janeiro e como a maioria das mulheres no Brasil, não se deixou abater por críticas, dificuldades e foi a luta para continuar realizando o seu sonho. Assim, embora tenha perdido o posto de rainha de bateria (por enquanto), ganhou a coroa de rainha do carnaval da mais carnavalesca das cidades do mundo: O Rio de Janeiro. É mais ou menos como diz o velho ditado: quem nasceu pra ser rainha, não perde a majestade.

Fala sério hein! Uh é #Rainha 👑

Ah! Fala sério, mais que merecido hein! #Rainha do #Carnaval né gente, fazer o quê? 😉 Rainha Camila Silva👏👏👏👏👏👏👏👏#Rainhadebateria 👑 #Sambando

Posted by Sambando on Tuesday, January 21, 2020

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