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terça-feira, setembro 21, 2021

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O legado de Riachão

Direto das redes

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Ao lado de Dona Ivone Lara e Nelson Sargento, Riachão foi um dos mais importantes sambistas do Brasil.

Aos nove anos já cantava nas serenatas, aniversários es batucadas no bairro do Garcia em Salvador. As latas de água, tornaram-se instrumentos para tamborilar os seus sambas.

Aos 12 anos, compôs o seu primeiro samba e foi na adolescência que ganhou o apelido de Riachão, que, segundo ele surgiu porque: “Quando menino, eu gostava muito de brigar. Mal acabava uma peleja, já estava eu disputando outra. E aí chegavam os mais velhos para apartar, empregando aquele ditado popular: você é algum riachão que não se possa atravessar”.

O menino Riachão cresceu e passou a ser conhecido como Cronista musical, expoente da era de ouro do radio baiano nas décadas de 1940/1950.

Em 2001, um dos maiores festivais de cinema do país, o “Festival de Brasília”, exibiu o documentário “Samba Riachão”, de Jorge Alfredo, que conta a sua história e em 2017 falou sobre sua vida e obra na série “Depoimentos para a Posteridade”, do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

Rachão era como todos o conheciam, mas seu nome de batismo era Clementino Rodrigues e foi tão importante para a música brasileira como sua xará, Clementina de Jesus.

Como um grande rio cheio de vitalidade,  estendeu sua vida por 98 anos em sua maioria dedicados a arte, a música, ao samba.

Estava prestes a gravar seu oitavo  trabalho mas resolveu se poupar por causa da pandemia do coronavírus. O disco iria se chamar “Se Deus quiser, eu vou chegar aos 100”

Mas,  Deus o chamou antes, para fazer seu próximo trabalho no céu: morreu de causas naturais em casa no Bairro Garcia de Salvador Bahia.

Riachão se foi, quando se mas seu legado permanece para sempre.

O disco, “Se Deus quiser eu vou chegar aos 100”, será lançado  como uma homenagem póstuma e não só isso: Tanto o álbum quanto um acervo on-line de Riachão foram contemplados e um edital privado de apoio a cultura.

Segundo a curadoria do projeto, a ideia inicial  é gravar o álbum cantado por artistas da cena, que ainda serão escolhidos. Porém, existe também a possiblidade de colocar a voz do próprio Riachão no projeto utilizando os registros que o sambista deixou gravados em estúdio.

Na verdade, segundo o neto de Riachão há quase 80 músicas inéditas gravadas pelo avô, um legado importantíssimo para a cultura brasileira.

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