O carnaval do Recife é um dos maiores do Brasil e quem pensa que na terra do frevo, só tem frevo, se engana.

O carnaval do Recife é aberto a várias manifestações culturais típicas do Brasil. Em 2020 esta pluralidade cultural tornou-se ainda mais evidente:

Do Marco Zero à Praça Arsenal, o frevo dividiu espaço com samba e maracatu, junto com caboclinhos e tribos de índio.

As cores e batidas do maracatu chamaram os foliões para o Marco Zero tão logo o dia amanheceu: nações de maracatu de várias partes de Pernambuco se reuniram para fazer o esquenta com os foliões. Durante quase três horas grupos de baque virado e baque solto se revesaram em apresentações com o vigor das batidas das alfaias em homenagens belíssimas as tradições africanas.

O dia seguiu com muito frevo, marchinhas e animação e, para abrilhantar a noite, o samba deu o ar da graça no Marco Zero com apresentações de artistas locais que além de sucessos autorais, cantaram grandes clássicos do samba: De Elis Regina, a Fundo de Quintal, o samba virou a noite.

A inovação com a mistura do samba de raiz ao batique de maracatu e outros ritmos de origem africana, fizeram da noite de carnaval no Marco Zero, um espetáculo inesquecível.

Enquanto isso, na Praça Arsenal tribos indígenas e caboclinhos se juntavam a orquestra de frevo do homenageado maestro Edson Rodrigues. Um espetáculo cheio de cores, ritmos e alegria que fizeram a festa de pessoas de todas as idades: de idosos a bebes de colo, todos esbanjavam alegria e encantamento pela diversidade cultural do carnaval na Praça Arsenal.

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