Mariene de Castro Roda a Baiana é o novo show de Mariene que vem encantando o público pelos palcos do país.

Sua voz marcante cheia da força genuína da mulher brasileira, resolveu passear pelas raízes do nosso mais autêntico samba.

 “Desde as rodas das barras das saias que vieram de África. Desde a roda da vida que roda e gira. Venho falar do samba de roda e da roda de Samba

Sim ela, Mariene de Castro, por si só já nos remete a originalidade do samba e faz todo mundo se arrepiar ao recitar na abertura do show ainda por trás das cortinas, parte do verso de Roda Ciranda (Martinho da Vila,1984).

A fala de Mariene já deixa evidente a riqueza cultural do trabalho “Roda a Baiana” onde num giro maravilhoso pelas raízes do samba, une a tradição das rodas de samba do recôncavo baiano, seu berço, à beleza das rodas de jongo do Rio de Janeiro, sua casa, expressão belíssima das origens do autêntico samba brasileiro, encarnado na própria pessoa da cantora Mariene de Castro.

Assim num regate maravilhoso das raízes do samba em sua mais autêntica expressão, Mariene  leva o público a uma viagem partindo do  Poutporri de Nenê, passando pelas Rodas de Jongo  com canções como “Vida ao Jongo” e “Rosário de Maria” do Jongo da Serrinha:

De Tia Ciata e sua força, que atravessou tantas barreiras levando o samba da Bahia para o  Rio. De Tia Maria do Jongo, resistente, resiliente. Das pretas velhas e dos pretos velhos que trouxeram de África toda sua sabedoria. Vou cantar o encontro dessas águas paridas nos navios negreiros em meio a tanta dor e saudade. Vou cantar a história desse povo que chorando aprendeu a sambar pra curar a dor.

A  participação do  Grupo Jongo da Serrinha, responsável por manter viva a tradição do Jongo preservado pelos ensinamentos valorosos da saudosa Tia Maria do Jongo no Morro da Serrinha-RJ, torna o espetáculo ainda mais encantador.

Sucesso de crítica e de público, Mariene de Castro Roda a Baiana é um show de luz que ilumina um passado cheio de tesouros culturais que nos arrebata ao primeiro acorde. Talvez  por termos já dentro de nós uma ligação ancestral com a musicalidade de matriz africana, a voz de  Mariene de Castro desperta um sentimento inexplicável de reencontro com a nossa mais pura essência cultural.

Fato é que o show de Mariene de Castro deixa a todos em estado de êxtase:

Da vigorosa “A Deusa dos Orixás” (Romildo Bastos e Toninho Nascimento, 1975) passando pela efervescência de  “Ê Baiana”(Fabricio Silva, Baianinho e Ênio Ribeiro – 1971) que trazem a tona a transcendência de Clara Nunes,  somos contagiados pelo arrebatamento de “Samba da Minha Terra”, “Ponto de Nanã” e “É d´Oxum” até mergulharmos na  leveza da versão de Mariene de Castro  para “Oração de Mãe Menininha”.

Assim, o show de Mariene de Castro Roda a Baiana não é apenas um espetáculo: é um mergulho, uma regressão a nossa origem que nos leva a sentir orgulho da nossa própria autenticidade como povo diverso.

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