ESCOLAS DE SAMBA
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O maior espetáculo da terra, esperado, assistido e admirado por milhões de pessoas no mundo inteiro. Um universo de cores, brilhos e belezas que é uma das maiores manifestações da cultura, da graça e da beleza de um Brasil místico e pacífico que encanta e enche os olhos do mundo.

 
 
 

 
   
  HISTÓRIA:
  O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, foi fundado no dia 04 de abril de 1946, por Antonio Fernandes da Silveira (popularmente conhecido como "Seu" China, devendo-se o apelido, no fato de ter ele, os olhos muito apertados, à maneira oriental), que foi também o 1º presidente da escola, e por Antônio Rodrigues( Tuninho Carpinteiro ), único fundador vivo.

ORIGEM

"Seu" China, que residira no morro do Salgueiro, mudando-se mais tarde para o morro dos Macacos em Vila Isabel, encontrou um bloco no bairro, fundado por Ailton Pinguim, por volta de 1940, denominado: Acadêmicos da Vila, bloco este, cujas cores eram vermelho e branco. Na época, era um bloco muito admirado e respeitado pela maneira organizada como desfilava pelo bairro, sendo a maioria dos seus componentes, moradores do morro do Pau da Bandeira. No domingo de Carnaval do ano de 1946, estava "Seu" China conversando com um grupo de amigos em um bar, situado na Praça Sete, esquina com a Rua Barão de São Francisco, quando de repente, a sua atenção, como num passe de mágica, foi despertada para o lado do Bloco Acadêmicos da Vila, que por ali passava com os seus componentes fantasiados e isolados por uma corda, parecendo uma mini Escola de Samba, conforme observação de "Seu" China, nascendo daí então, à partir daquele momento, a idéia de fundar em Vila Isabel, uma Escola de Samba. Logo após o Carnaval, "Seu" China, já acompanhado de alguns elementos que iriam fazer parte da futura Escola de Samba, reuniu-se com os integrantes do Bloco Acadêmicos da Vila, que de pronto aceitaram a idéia de se formar uma Escola de Samba no bairro de Noel, como também, de mudar as cores do mesmo para azul e branco em homenagem ao "Seu" China, que antes fazia parte da Escola de Samba Azul e Branco do Salgueiro. Também, houve apoio dos componentes do Bloco de Dona Maria Tataia, que era conhecido pelo fato de seus integrantes serem considerados "pessoas de família" e ter entre os seus principais instrumentos: Pistons, Trombones e Clarinetas.

Os primeiros ensaios da Unidos de Vila Isabel, foram realizados na Rua Senador Nabuco nº 248 - c/3, quintal da residência do "Seu" China.

Em seu primeiro desfile (1947), a Unidos de Vila Isabel, tinha apenas 100 componentes: 27 Ritmistas, 13 Baianas e mais 50 pessoas, sendo, algumas delas, da Diretoria.

Em 1948, em concurso organizado pela União Geral das Escolas de Samba, Paulo Brazão foi eleito o 1º Cidadão Samba do Rio de Janeiro.

Os principais seguidores da 1ª dupla de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Unidos de Vila Isabel foram: Gelson e Jandira e Antoniozinho e Angélica.

Peti (já falecida), foi uma das primeiras baianas da Escola.

Além de Paulo Brazão, faziam parte do Grupo de Compositores (não havia Ala), Tião Graúna, Severo Gomes de Aquino (irmão de Paulo Brazão, conhecido nas rodas de samba como Birica), Rosário, Zezé Fonfon, Simplício, Rodolfo de Souza e Djalma Fernandes da Silveira. Com o crescimento da Escola, também foi aumentando o número de componentes da Ala dos Compositores (fundada por Paulo Brazão), pertencendo ao seu quadro: Martinho da Vila, Ailton Rocha, Paulinho da Vila, Gemeu, Jonas Rodrigues, Jarbas Fernandes da Silveira, Ciro Baiano, Mariano Luz, Zé Branco, Irany (Olho Verde), Hilton Alfinito (Guadalupe), Aluisio Machado, Arroz, David da Vila e Luiz Carlos da Vila.

Fazem parte também do grupo de abnegados que colaboraram nos primeiros anos de organização do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Vila Isabel: Enock (o Carioca), Clarimundo (o Mulato), Alfredo (Estrelinha), Paulo Jabar, Moacir Costa, Zé do Telhado e Mijaque.

David Corrêa em 1961, ao assumir a Presidência da Unidos de Vila Isabel, instituiu a Carteira de Componente com retrato.

Martinho da Vila, pertencia a Escola de Samba Aprendizes da Boca do Mato, e já estava com um pé no Império Serrano, quando em 1966, foi convidado por David Corrêa (do ponto), que era muito amigo do Sr. Aristides, Presidente da referida Agremiação, para ingressar na Ala dos Compositores da Unidos de Vila Isabel.

Em 1967 com "Carnaval de Ilusões", a Unidos de Vila Isabel, introduziu a variação de cores nas fantasias, proporcionando um espetáculo visual de bom gosto, sem fugir as cores básicas da Agremiação.

Martinho, também, modificou a estruturação dos Sambas-Enredos, fazendo letras mais leves e melodias mais suaves.

*Antonio Fernandes da Silveira "Seu" China, faleceu em 1976, com 76 anos de idade.


A Vila Isabel foi campeã do Grupo Especial de 2006.



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       FICHA TÉCNICA:

Cores: Branco e Azul

Símbolo: Coroa

Localização (Quadra) :Boulevard Vinte e Oito de Setembro, nº 382 - Vila Isabel - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2263-3937 / 2283-1744

Confira os ensaios da Vila Isabel na Agenda de shows do Rio de Janeiro

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Títulos:

1988

2006
  SAMBA ENREDO 2011:
 

Mitos e Histórias Entrelaçadas Pelos Fios de Cabelo”

  Carnavalesco Rosa Magalhães
Compositores: Andre Diniz – Leonel - Professor Wladimir - Artur das Ferragens - Pingüim
Intérprete: Tinga 

Respeite a Coroa em meu pavilhão
A desfilar na Avenida
Carrega os fios de Isabel, da liberdade
É minha vida, é a Vila!
O brilho, a raiz, a sedução
O Universo em sua formação
Nas longas madeixas de Shiva
Os ritos aos astros...
Os mitos que enlaçam
Antigas tradições
Festejando novas gerações

Sansão, forte, se apaixonou
O corte enfim revelou Dalila
Trança a paixão o nobre fiel
Às lágrimas viu Rapunzel mais linda


A força e o amor cobriram o corpo
Vencendo as rédeas da exploração
Perucas no Egito, poder divinal
No luxo da França adornam o Rei Sol
Aqui... Entrelaçado em ouro vi florir...
A alforria, sonhos colorir
Em tantas formas buscar perfeição
Para os poetas, a inspiração, afinal...

Charme e tom sensual
Moldaram a beleza do meu Carnaval
Modéstia a parte, amigo, sou da Vila
Quem é bamba nem sequer vacila
Envolvido em cabelos, me sinto arrepiar
Feitiço refletindo no olhar
 

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