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| Do tradicional samba dos escravos, passando pelo primeiro samba gravado Pelo Telefone (1917), aos ícones do samba e pagode, isso sem contar com o lançamento do maior portal de samba do país Sambando.com, muita coisa aconteceu. A coluna, samba de raiz, leva você a um passeio pelas rodas de samba, acontecimentos e músicas que marcaram a música brasileira de todos os tempos. |
O apelido de Monarco, veio de um Gibi do Super Homem e pegou.
Prestes a completar 78 anos de vida e 35 de carreira, Monarco sente-se realizado com o que a vida lhe trouxe: uma vida feliz e com muito samba.
Um dos, senão, o mais ilustre representante da Escola de Samba
que mais ganhou títulos do Carnaval Carioca, Monarco é reconhecido e respeitado no mundo inteiro como um dos maiores sambistas do Brasil.
Nascido em Cavalcante, aos 10 anos de idade, mudou-se para Oswaldo Cruz, subúrbio do Rio e bairro de origem da Portela. Àquela época teve de perto contato com os sambistas da escola, integrando blocos e compondo sambas ainda pequeno, e não parou mais.
Com 17 anos, em 1950 foi convidado a integrar a ala de compositores da Portela, sua grande paixão, onde mais tarde viria a torna-se líder da velha guarda mais popular do Brasil. Também tornou-se diretor de harmonia da escola, sempre implacando sambas de terreiro ou sambas de quadra, como são conhecidos.
Vinte seis anos depois, em 1976, lançou seu primeiro disco com intérprete, que trazia entre outros sucessos "O Quitandeiro"(com Paulo da Portela), e "Lenço" (com Francisco Santana) .
Em 1995, Monarco ganhou reconhecimento internacional com o cd "A Voz do Samba", que foi lançado no Japão, pelo selo Kuarup. O Disco lhe rendeu o merecido prêmio Sharp de mlehor cantor de Samba.
De linhagem nobre no samba, onde foi discípulo de Paulo da Portela, e música com melodias apuradas, de letras de qualidade louvável, Monarco figura entre os maiores sambistas da história. Entre seus grandes sucessos estão "Vida de Rainha", "Passado de Glória" e "Coração em Desalinho", parceria com Ratinho de Pilares, gravada por Zeca Pagodinho e que atingiu imenso apelo popular. Em 1999 a cantora Marisa Monte convidou Monarco e a Velha Guarda da Portela para o CD "Tudo Azul", de sua produção, que contou com participação de Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho. Foi um grande divisor de águas, pois tornaram-se reconhecidas ainda mais as músicas do babas e da Ala mais tradicional da Azul e Branca de Oswaldo Cruz.
Em 2010, Monarco gravou seu primeiro DVD - "Monarco: A Memória do Samba" - no dia 28 de setembro, no Teatro Oi Casa Grande, Rio de Janeiro. O projeto vem com a promessa de se tornar um registro do mundo do samba que vai ficar na história. Desse DVD participam Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Paulinho da Viola, Velha Guarda da Portela e Família Diniz. Tudo sob a direção artística de seu filho, Mauro Diniz [2]. Beth Carvalho também participa do DVD.
Apesar de não poder comparecer ao show por conta da recuperação de um cirurgia na coluna, Monarco e sua banda foram à sua casa para gravar, juntamente com a madrinha do samba, a música "Lenço". A gravação foi exibida durante o show e está presente no DVD [3].
O DVD faz parte de um projeto da ONG Oficina do Parque de preservar a obra do bamba portelense, que ainda traz um CD ao vivo do mesmo show, e a edição de um almanaque intitulado "Memórias de um Bamba", com partituras e assuntos diversos sobre a vida, a música, as curiosidades e os casos vividos por Monarco, contribuindo na preservação de sua obra.
Em maio de 2011, seu DVD é lançado em um belíssimo show para convidados no Teatro Rival Petrobrás, no centro do Rio de Janeiro. Lá, a ONG realizadora do projeto informou que, a princípio, o material (almanaque, cd e dvd) não estaria à venda, mas seria distribuído às bibliotecas públicas.
Monarco é um ícone. Do alto dos seus 78 anos de muito samba podemos dizer que Monarco é hoje o samba em pessoa e que consegue com seu jeito simples de ser cantar e encantar pessoas de todas as gerações.
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