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SAMBA DE RAIZ
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Do tradicional samba dos escravos, passando pelo primeiro samba gravado Pelo Telefone (1917), aos ícones do samba e pagode, isso sem contar com o lançamento do maior portal de samba do país Sambando.com, muita coisa aconteceu...

 
 
Noel Rosa - Cem anos de inspiração!

Em 11 de dezembro de 2010, comemoramos o centenário deste incomparável artista.
Jovem na idade mas mestre na arte de criar e encantar o mundo, com seus sambas.
Nascido na Classe Média, desde cedo tomou gosto pela música e no Colégio São bento procurou aprender bandolime violão.
Por um tempo quis ser médico, mas logo abandonou a Faculdade de Medicina para seguir os desejos jovais de um boêmio carioca,e a paixão pelo samba, montando junto com João de Barro e Braguinha o "Bando de Tangarás", deixando para todos nós um valioso legado musical que fez de Noel um dos mais importantes nomes do Samba.

A partir de 1929, começou a apresentar seus primeiros sambas. Em 1930, emplacou o seu primeiro sucesso "Com que Roupa?" Já se podia notar sua veia humorística e irônica, além da crônica da vida carioca, marcante em toda a sua obra.

"Com que roupa?" fez tanto sucesso que até hoje é embalada em rodas de samba em todo país.

As disputas nas divertidas "competições poéticas" com nomes como Wilson Batista, eram regadas de muito samba e bom humor e rederam uma obra repleta de grandes canções.

“A obra de Noel surpreende pela longevidade. Tudo o que ele fez a gente pode cantar hoje e não é nada datado”, destaca Teresa Cristina.

“Além da longevidade da obra, tem ainda os tipos que ele retratou e as cenas que aconteciam no dia a dia. Como cronista, Noel registrou com muita atenção a todos os modismos da época e à malandragem”, acrescenta Arlindo Cruz.

Além dos "duelos musicais" Noel também adorava namorar. Dizem que teve várias namoradas e muitas relações perigosas apesar de em 1934 ter casado-se com Lindaura Medeiros e de ser apaixonado pela dançarina Ceci, musa inspiradora da música "Dama do Cabaré".

Numa reunião improvisada no bairro de Vila Isabel, onde nasceu e cresceu o poeta Noel Rosa, , Araken Martins Costa, 85 anos, se orgulha por ter conhecido o Poeta da Vila e morado em frente a casa do mestre, na Teodoro da Silva, esquina com a Visconde de Abaeté. No local, foi construído á cerca de 50 anos um prédio de oito andares, o Edifício Noel Rosa.
“Ele passava as noites bebendo, com os amigos, compondo seus sambas, e dormia durante o dia. A mãe dele contava que quando saía sempre deixava um bilhete avisando que ia gravar, mas virava a noite”, lembra, cheio de admiração pela atitude do boêmio, fumante inveterado, apesar da saúde frágil, e compositor que escrevia letras memoráveis em guardanapos de papel.

Com tantas histórias na ponta da língua, Araken passou a atrair muitos jovens interessados em conhecer a controvertida figura do homem que compôs entre outras canções inesquecíveis, “Palpite infeliz”, e “Último desejo” e que era amigo do grande Cartola.

“Às vezes descia de manhã e parava na 28 de Setembro com a Rua Souza Franco para engraxar os sapatos com o Paschoal, um amigo. Vaidoso, costumava usar sapatos bicolores. Ele iniciava uma conversa, mas logo começava a cochilar na cadeira”, revela o historiador informal do compositor.

O músico Adilson Pereira, o Adilson da Vila, é outro estudioso da obra desse homem que é considerado um dos maiores nomes da música popular. E, na mesa do bar, pede a palavra. “Durante seis meses fiquei estudando o samba de Noel e a influência dessas canções na vida de quem mora em Vila Isabel. É uma riqueza que o mundo precisa conhecer”, exalta.

Com a benção de bambas como tias Surica e Doca, Seu Argemiro e Monarco, Adilson formou a Velha Guarda Musical para divulgar a obra do Poeta de Vila Isabel. Começaram a tocar em aniversários, depois acompanharam shows de Zeca Pagodinho e Marquinhos Satã.

Diante do sucesso, ganharam o mundo. Já se apresentaram na Rússia, China e países do Oriente Médio com o show “Vila canta e conta sua história”.

Mas o trabalho mais gratificante que essa turma faz é o projeto “Passeio Musical”, que tem atraído muitos turistas. “É uma forma de trazer o público para conhecer esse bairro, berço do samba. Vamos conduzindo as pessoas pelas calçadas e tocando as músicas sobre as partituras de Noel. No passeio, que cruza a Avenida 28 de Setembro, os visitantes podem apreciar a estátua de Noel erguida em 1996. O próximo passeio será no dia 20 de janeiro de 2011.

“É uma emoção muito grande fazer parte desse universo musical tão rico. Cada momento como esse vale uma vida”, revela, emocionada, a intérprete do bloco “Mulheres da Vila”, Juju Bragança, acompanhada por Fátima Mendes, Márcia Rossi, Idália Vilaça, Maria Zilca, Jurema Mendes e Célia Mota. Quem dirige o grupo é Nádia Cursino.

Vida e obra
A paixão pela vida e obra de Noel Rosa pode ser explicada pela riqueza de suas canções, mas também pela morte prematura de um gênio da música, o cronista de uma época, como é reconhecido pelos pesquisadores.

Noel compôs mais de 250 músicas, a maioria sucessos que são lembrados até hoje.

Em 2010, numa defesa apaixonada de Martinho da Vila, para que o centenário do compositor não passasse em branco pela escola, Noel Rosa foi homenageado no enredo da Unidos de Vila Isabel.

Materia e pesquisa: Lília Araújo

Fontes: G1, “Noel Rosa - Uma biografia -João Máximo e Carlos Didier."

 


 
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