Roberto Ribeiro

Sambista do Império Serrano, Roberto Ribeiro construiu uma carreira de prestígio devido ao seu talento de compositor e intérprete de voz marcante, seu refinado gosto musical e suas nobres companhias fizeram Roberto Ribeiro possuir um repertório que incluíam sambas de todos os tipos, como afoxés, maracatus, ijexás e demais ritmos africanos.

Com mais de 20 discos gravados e sucessos como: “Acreditar”, “Estrela de Madureira”, “Vazio”, “Malandros maneiros”, “Fala Brasil”, “Amor de verdade” e o clássico “Todo menino é um Rei”, outra canção que até os dias atuais sacode qualquer roda de samba.

Apaixonado por futebol e samba. Aos nove anos de idade, trabalhava como entregador de leite. Naquele tempo, já frequentava a Escola de Samba Amigos da Farra, da cidade de Campos dos Goytacazes, e participava das festas do tradição “Boi Pintadinho”.

Foi jogador de futebol profissional em sua cidade natal. Depois de passagens por equipes amadoras (Cruzeiro e Rio Branco), ele se tornou goleiro do Goytacazes Futebol Clube. Era conhecido pelo apelido de “Pneu”. Em 1965, Roberto mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro em busca de um lugar em um clube grande carioca.

Chegou a treinar no Fluminense, mas acabou desistindo da carreira e começou a trabalhar com música, ao se apresentar no programa “A Hora do Trabalhador”, chamou a atenção da compositora Liette de Souza (sua futura esposa), irmã do compositor Jorge Lucas. Ela resolveu apresentá-lo aos sambistas da Império Serrano e Roberto passou a frequentar as rodas de samba da tradicional escola de Madureira. A diretoria da Império convidou-o para ser o puxador de samba-enredo da escola no Carnaval de 1971.

Ele aceitou, mas logo se afastou nos dois carnavais seguintes para gravar seus primeiros discos como cantor. Logo após, em 1974, Roberto Ribeiro firmou-se como puxador oficial da Império, defendendo a agremiação até o Carnaval de 1981. Dentre os grandes destaques nos desfiles cariocas, estão os sambas-enredo “Brasil, Berço dos Imigrantes”, de 1977, e em “Municipal Maravilhoso, 70 Anos de Glórias”, de 1979 (parceria com Jorge Lucas e Edson Passos).

Sua carreira como cantor porém, deu um “up”, a partir de 1972 com gravações de três compactos em parceria com Elza Soares pela Odeon. Satisfeita com o sucesso dos compactos, o selo lançou o LP “Elza Soares e Roberto Ribeiro – Sangue, Suor e Raça”. No ano seguinte, Roberto gravou um LP, “Simone et Roberto Ribeiro – Brasil Export 73 Agô Kelofé”, junto com a Simone, lançado pela Odeon exclusivamente para o mercado externo. Naquele mesmo ano de 1973, lança o primeiro álbum solo, “Roberto Ribeiro”.

Em 1975, a mesma gravadora lançou o compacto duplo “Sucessos 4 sambas”, no qual Roberto Ribeiro interpretou “Leonel/Leonor” (de Wilson Moreira e Neizinho). Ainda neste ano, foi lançado o disco “Molejo”, que despontou com os sucessos “Estrela de Madureira” (de Acyr Pimentel e Cardoso) e “Proposta amorosa” (de Monarco) e chamou a atenção da crítica. No ano seguinte, foi lançado “Arrasta Povo”, LP que destacou mais dois grandes sucessos nas rádios de todo o Brasil: “Tempo Ê” (de Zé Luiz e Nelson Rufino) e “Acreditar” (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho).

Gravou em 1977 o LP “Poeira Pura”, onde se destacou “Liberdade” (de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho). Um ano depois, foi lançado o álbum “Roberto Ribeiro”, que o colocou outra vez nas lista dos discos mais vendidos, puxado pelos sucessos “Todo menino é um rei” (de Nelson Rufino e Zé Luiz), “Amei demais” (de Flávio Moreira e Liette de Souza), “Isso não são horas” (de Catoni, Chiquinho e Xangô da Mangueira) e “Meu drama (Senhora tentação)” (de Silas de Oliveira e J. Ilarindo) – esta incluída também na trilha sonora da novela “Pai Herói”, da Rede Globo. Em 1979, foi a vez do lançamento do LP “Coisas da Vida”, que teve entre as mais tocadas “Vazio” (de Nelson Rufino), também conhecida na época como “Está faltando uma coisa em mim”, e “Partilha” (de Romildo e Sérgio Fonseca).

No início da década de 1980, Roberto gravou “Fala meu povo”. Neste LP, de 1980, constavam algumas composições de sua autoria como “Vem” (parceria com Toninho Nascimento) e sucessos como “Só chora quem ama” (de Wilson Moreira e Nei Lopes) e “Quem lucrou fui eu” (Monarco). Em 1981, foi lançado “Massa, raça e emoção”, com o sucesso “Santa Clara Clareou” (de Zé Baiano do Salgueiro).

Em 1 de maio de 1981 realiza participação no especial da TV Globo: Grandes Nomes – Luiz Gonzaga Jr., no qual canta em parceria com o homenageado (Gonzaguinha) as seguintes músicas: Fala Brasil e E Vamos A Luta (de autoria do Próprio Gonzaguinha).

Em 1983, foi lançado o disco “Roberto Ribeiro”, com o sucesso “Algemas” (parceria com Toninho Nascimento). Em 1984, no seu LP “De Palmares ao tamborim”, obteve êxito com “Lágrima Morena” (outra parceria sua com Toninho Nascimento). Naquele ano participou do disco “Partido alto nota 10”, de Aniceto do Império, no qual interpretaram em dueto a faixa “Chega Devagar”, de autoria de Aniceto do Império.

Em 1985, foi lançado o LP “Corrente de Aço”, que contou com a participação de Chico Buarque de Hollanda na música “Quem te viu, quem te vê” (do próprio Chico) e de Nei Lopes, em “Malandros maneiros” (Nei Lopes e Zé Luiz). Em 1987, Roberto Ribeiro gravou o disco “Sorri pra Vida”, obtendo sucesso com a faixa “Ingrata Paixão” (de Mauro Diniz, Adílson Victor e Ratinho) e, um ano depois, “Roberto Ribeiro”, que contou com a participação especial de Alcione na faixa “Mel pra minha dor” (de Nelson Rufino e Avelino Borges) e do Grupo Raça, em “Malandro mais um” (de Ronaldinho e Carlos Moraes).

Passou a sofrer de um seríssimo problema de vista e, em Janeiro de 1996, faleceu em virtude um atropelamento no bairro de Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Perdeu um olho em razão de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes).

Um ano antes, em 1995, a EMI-Odeon lançou a coletânea “O Talento de Roberto Ribeiro”, na qual compilou 22 sucessos de seus vários discos. Roberto participara ainda naquele ano do disco-homenagem “Clara Nunes com Vida”, produzido por Paulo César Pinheiro, no qual interpretou (com sua voz acrescida posteriormente) um dueto com Clara Nunes, “Coisa da Antiga” (de Wilson Moreira e Nei Lopes).

Sua vida foi contada em livro de autoria de sua própria esposa, Liette de Souza Maciel, com o título “Dez anos de saudade” (Potiguar Editora).

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