ESCOLAS DE SAMBA
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O maior espetáculo da terra, esperado, assistido e admirado por milhões de pessoas no mundo inteiro. Um universo de cores, brilhos e belezas que é uma das maiores manifestações da cultura, da graça e da beleza de um Brasil místico e pacífico que encanta e enche os olhos do mundo.

 
 
 

 
  HISTÓRIA:
   
         

A Portela foi fundada em 11 de abril de 1923. O primeiro bloco de carnaval em Oswaldo Cruz foi fundado por Paulo da Portela e chamava-se "Ouro sobre azul". Não era exatamente um bloco de samba, e sim de marcha-rancho. O samba só chegou a Oswaldo Cruz com as festas na casa de Napaleão José do Nascimento, pai de Natal, que sucederia Paulo da Portela na presidência da escola. Natal é considerado o primeiro bicheiro carioca, responsável pelo estreitamento das relações entre o jogo do bicho e as agremiações de samba do Rio de Janeiro.
         A chegada de Dona Esther no bairro também foi muito importante. Muito festeira, sua casa se tornou o centro da vida social do bairro. Por ali passaram alguns dos nomes mais importantes da história da música brasileira, como Donga e Pixinguinha. Foi lá, por exemplo, que Candeia teve seus primeiros contatos com o samba. Dona Esther fundou um bloco muito famoso na região, o "Quem fala de nós come mosca", um dos principais embriões da Portela.
         Em 1923, alguns jovens resolveram fundar outro bloco na região, o "Baianinhas de Oswaldo Cruz", mas o grupo não demorou muito a se dissolver devido a uma briga interna. Com o desentendimento, parte dos integrantes deste bloco formou outra agremiação carnavalesca, o "Conjunto de Oswaldo Cruz". No final da década de 20, o grupo receberia o reforço de Heitor dos Prazeres, que sugeriu um novo nome: "Quem nos faz é o capricho". Em 1930, Heitor foi afastado do bloco por desentendimentos com o grupo, que no ano seguinte muda novamente de nome para "Vai como pode", porque apesar de vários problemas conseguiu desfilar naquele ano. Logo a escola de samba que nascia ali ganhou sua primeira bandeira. As cores azul e branco foram escolhidas, em homenagem ao manto de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da escola. Como símbolo, a ave que voa mais alto, a águia.
        Com o enredo "O samba dominando o mundo", a Vai como Pode entrou para a história como vencedora do primeiro desfile oficial do Rio, em 1935. Nessa ocasião, os fundadores escolheram o nome definitivo para a escola: Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, em homenagem à rua onde ficava a sede do grupo.
         A Portela contribuiu de várias maneiras para o carnaval carioca neste período. Foi a primeira escola que usou alegoria, e introduziu também a caixa-surda, o reco-reco, a comissão de frente uniformizada, o destaque e o apito da bateria.  É uma escola de vanguarda, inovadora em diversos aspectos. Paulo da Portela é considerado o autor do primeiro samba-enredo da história, atribui-se à Portela ainda o pioneirismo na utilização da corda em seus desfiles (separando componentes e público), de uma comissão de frente uniformizada e na apresentação de alegorias. Foi na azul-e-branco, por exemplo, que pela primeira vez uma mulher tocou surdo na bateria: foi Dagmar, cunhada de Natal.
         A década de 40 foi marcada pelo heptacampeonato da Portela, conquistado entre os anos 1941 e 1947. Foi ali que a escola ganhou fama de gloriosa e colecionadora de títulos.
        A década de 50 terminou com o tetracampeonato de 57, 58, 59 e 60. Nos anos 60, a Portela venceu ainda os carnavais de 62, 64 e 66, com destaque especial para este último ano, com o enredo "Memórias de um sargento de milícias", contado em um samba de Paulinho da Viola - único samba do compositor defendido pela Portela na avenida.
         Em 1970, a escola levou o primeiro lugar com o enredo "Lendas e mistérios da Amazônia". Em 1980, foi campeã com "Hoje tem marmelada", e em 1984, na estréia do sambódromo e primeiro ano dos desfiles em dois dias, venceu o desfile de domingo com o enredo "Contos de areia". Mas a Mangueira, que venceu o desfile de segunda-feira, acabou sagrando-se "supercampeã" naquele ano. Em 1985, mais um desentendimento interno motivou o surgimento da Tradição.
         Desde o fim dos anos 80, a Portela não tem conseguido emplacar os grandes resultados do passado. Alguns bons desfiles - como o de 1991, com o enredo "Tributo à vaidade", e o de 1995, com "Gosto que me enrosco" fizeram os portelenses relembrarem os velhos tempos em que a escola ganhava tudo, mas não foram suficientes para fazer a azul e branco de Oswaldo Cruz voltar ao topo do carnaval carioca. Há 18 anos, a Portela não vence um carnaval.  Mesmo assim, possui mais títulos do carnaval que qualquer outra escola de samba, são 21.
        

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       FICHA TÉCNICA:

Cores: Azul e Branco

Símbolo: Águia

Localização (Quadra) :Rua Clara Nunes, 81, Madureira. 

Informações: (21) 2489.6440

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  Títulos:
 
 

1935

1939

1941

1942

1943

1944

1945

1946

1947

1951

1953

1957

1958

1959

1960

1962

1964

1966

1970

1980

1984
 

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  SAMBA ENREDO 2011:
 

“Rio, azul da cor do mar”

  Carnavalesco:Roberto Szaniecki
Compositores: Wanderley Monteiro, Gilsinho, Luiz Carlos Máximo, Jr. Scafura e Naldo
Intérprete: Gilsinho 

Brilhou no céu
A luz da águia, a estrela-guia
Do coração navegador
Que na travessia enfrentou
Todo medo que havia
Era a mitologia do mar
A lenda deu lugar para a certeza
Que pra viver é preciso navegar
As galés do oriente … já vêm!!!
Da fenícia e do egito … também!!!
Gregos e romanos partem para conquistar
E o farol de alexandria fez a noite clarear

Os mistérios vão desvendar
Um novo caminho encontrar
Lá na índia, especiarias
Leva-e-traz mercadorias

A ambição do europeu se encantou
Com o novo mundo de riqueza natural,… sem igual!!
Os navios negreiros
Deixam seus lamentos pelo ar
Nas águas de iemanjá
Nem pirata aventureiro ou rei podem mandar
Oi leva mar, oi leva
Leva as jangadas numa nova direção
O porto centenário abriu seus braços
Na terra de são sebastião
Portela vai buscar no horizonte
A eterna fonte de inspiração
Um oceano de amor que virou arte
E deságua na imaginação

Lindo como o mar azul
Meu grande amor, minha portela
A força do seu pavilhão vai me levar
A navegar


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