Nascido no dia de São Jorge, padroeiro do Samba, a avó africana o chamava de “Pizindim” que quer dizer “menino bom”.   Ainda criança contraiu Variola e os amigos  o apelidaram de Pixinguinha (unindo o apelido Pizindim com Bexiguinha por causa da variola).  O apelido pegou e se tornou referência de um dos maiores nomes da música popular brasileira.

Pixinguinha era realmente um  menino bom.  Começou a tocar cavaquinho, depois flauta e logo chamou a atenção passando a tocar em orquestas, choperias, peças musicais, participando de gravações ao lado do irmão “China” (Otávio) e Henrique. Autodidata,  Pixinguinha tinha potencial para ir mais longe: os improvisos e floreados que tirava do instrumento, deixavam o público impressionado. Com apenas 13 anos de idade compôs o primeiro Choro “Lata de Leite”, formando seu próprio conjunto, o Grupo do Pixinguinha, que mais tarde se tornou o prestigiado Os Oito Batutas,  fez uma célebre excursão pela Europa no início dos anos 20, com o propósito de divulgar a música brasileira e conseguiu:  Em 1940 a fama de Pixinguinha já tinha se espalhado pelo mundo e,  indicado por Villa-Lobos, foi o responsável pela seleção dos músicos populares que participaram da célebre gravação para o maestro Leopold Stokowski, que divulgou a música brasileira nos Estados Unidos.

A fama não lhe subiu  a cabeça: Tocava na noite e contam que certa vez, voltando de uma apresentação, foi cercado por três assaltantes. Depois de entregar o dinheiro os assaltantes pediram o estojo  e Pixinguinha explicou que lá dentro só tinha sua velha flauta.  Foi  então reconhecido pelos assaltantes que devolveram-lhe o dinheiro e resolveram escoltá-lo até em casa. Mas, no caminho havia uma birosca aberta, onde resolveram parar para “molhar a garganta”. Assim o assalto terminou em cachaça e claro muito samba.

A partir de 1946, passou a tocar saxofone com a mesma maestria com que dominava outros instrumentos. Pixinguinha também era apaixonado pela esposa D. Betty. No ano de 1964, a mulher de Pixinguinha passou mal e foi internada. Ao saber do ocorrido, Pixinguinha teve um enfarte e foi socorrido no mesmo hospital. Porém temendo pela saúde da esposa, combinou com o filho de não contar nada a D. Betty: para disfarçar, todos os dias, no horário da visita, Pixinguinha saía do seu leito na cardiologia, vestia terno, gravata e chapéu, e com um buquê de flores visitava a esposa. Ao acabar a visita, voltava para seu leito na cardiologia, onde ficou internado  por 20 dias e mesmo com a saúde debilitada, não parava de compor.  No leito do hospital, Pixinguinha compôs  “de ocasião”,  “Fala Baixinho”, “Mais Quinze Dias”, “No Elevador”, “Mais Três Dias”, “Vou pra Casa”.

Pixinguinha gostava de reunir-se com os amigos Donga, João da Baiana na Pedra do Sal, berço do samba carioca. Viveram juntos a maior parte da vida. No carnaval de 1973, enquanto a banda de Ipanema fazia seu primeiro desfile, o céu desabou em lágrimas sobre a Praia de Ipanema. No meio do temporal, Albino Pinheiro, soube da sua morte, mas não contou a ninguém. Comandou o desfile em homenagem ao amigo, que falecia aos 75 anos de idade, naquele dia 17 de fevereiro.

Após a sua morte, diversas homenagens em discos foram produzidas. A música Carinhoso foi gravada por Orlando Silva. Otávio de souza deu letra a “Rosa”, assim como o ilustre Vinícius de Morais fez com “Lamento”. Em sua homenagem foi erguida em 1995 a Estátua de Bronze que fica na Travessa do Ouvidor.

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