Pedra do Sal: aqui nasceu o samba carioca!

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Placa que declara a pedra do sal patrimônio cultural do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, século XIX: aos pés do então Morro da Conceição, um lugar era conhecido como Pequena África: ali escravos trabalhadores da estiva se reuniam para fazer oferendas tocar seus tambores e dividir momentos de alegria em rodas de samba marcados na palma da mão, no pandeiro, no prato-e-faca;

O local escondido entre os altos prédios do centro carioca e os velhos casarões do passado, guarda parte da história cultural do Rio e do Brasil: Além de servir como ponto de embarque e desembarque de sal, utilizado para fabricação de couro e conserva de carne, era o refúgio dos nossos antepassados para celebrar suas culturas que deram origem ao samba urbano carioca.

Uma escadaria, cercada por paredes com desenhos que remetem a história do local, nos leva a fazer uma viagem no tempo: Se aquelas pedras e paredes falassem, é possível imaginar quanta história teriam para contar.

Ali um neto de escravos escreveu a maioria dos seus versos: o famoso João da Baiana.

Trabalhador da Estiva, João escrevia canções bem-humoradas mas que traziam crítica ao racismo e ao regime desigual e injusto que imperava na época. A Famosa canção Batuque de Cozinha é um exemplo da maneira criativa que João encontrou de criticar a injustiça racial da época. Na pedra do sal, João se reunia com os amigos de infância de Donga e Heitor dos Prazeres, além de se encontrar com Pixinguinha para cantar seus sambas.

Assim a Pedra do Sal se transformou em um reduto do tradicional samba de roda carioca, transformando-se em patrimônio cultural da cidade. Ali Donga, João da Baiana, Pixinguinha e muitos outros sambistas, cresceram e se reuniram inúmeras vezes para compor e cantar samba.

Foi na Pedra do Sal que nasceu o samba urbano carioca, as tradicionais rodas que hoje fazem sucesso no Brasil e no mundo.

A tradição que começou como um refúgio para negros, escravos ou brancos pobres, se perpetuou pela história e até hoje, na Pedra do Sal, faça chuva, faça sol, a tradição das rodas de samba continua firme: Hoje o Largo João da Baiana, nos pés do Morro da Conceição onde se encontra a Pedra do Sal, é palco de animadas rodas de samba as segundas e sextas-feiras principalmente.

A roda é democrática: não existe cobrança de ingresso, nem lugar reservado: todo mundo pode chegar, cantar, dançar ou simplesmente escolher um canto, na pedra, na escadaria, para sentar e fazer uma viagem no tempo.

Para os amantes da cultura carioca e principalmente do samba, a Pedra do Sal é um lugar místico e é impossível participar de uma roda de samba sem se arrepiar ou até se emocionar. Assim, a Pedra do Sal atrai sambistas, turistas, admiradores, curiosos enfim, gente de todo Brasil e do mundo que lotam as rodas de samba no Largo João da Baiana.

No Dia Nacional do Samba, 2 de dezembro, integrantes do quilombo da Pedra do Sal celebram a lavagem da Pedra. Quem põe a mão na massa são grupos de candomblé e membros do bloco carnavalesco Afoxé Filhos de Gandhi. Há rodas de samba, de capoeira, culinária temática, exibição de filmes e palestras enfim, várias atrações que remetem a história deste lugar que é um dos berços do samba carioca.

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