Leci Brandão

Carioca de Madureira, a filha de dona Lecy de Assumpção Brandão, começou sua carreira no início da década de 1970, tornando-se a primeira mulher a participar da ala de compositores da Mangueira. Logo, começou a conquistar prêmios, como em 1968, no programa de calouros A Grande Chance, de Flávio Cavalcanti, na TV Tupi, até 2008, no 20º Prêmio de Música Brasileira (antigo Sharp e TIM), pelo CD Eu e o Samba, além de dezenas de outros de reconhecimento e títulos de cidadania. Ao gravar seu primeiro compacto, em 1974, já trazia na bagagem o pioneirismo de ser a primeira mulher a integrar a ala de compositores da tradicionalíssima Estação Primeira de Mangueira, onde ingressou dois anos antes.

Ao longo de sua carreira, gravou 20 álbuns e três compactos. Participou do Festival MPB-Shell promovido pela Rede Globo, em 1980, com a música Essa tal criatura. Em 1985, gravou Isso é fundo de quintal. Durante o Carnaval de 1995, foi a intérprete da Acadêmicos de Santa Cruz.

Atuou na telenovela Xica da Silva da TV Manchete, como Severina.

leci-brandao-texto-sambandoAtualmente, além de se dedicar à carreira musical, é membro do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial e do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Desde 2003 também vem exercendo a função de comentarista dos desfiles de escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo, pela Rede Globo.

Em 2009 participou do CLIPE do Dia de Fazer a Diferença da Rede Record em parceria com o Instituto Ressoar.

Em fevereiro de 2010, Leci Brandão filiou-se ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e candidatou-se ao cargo de Deputada Estadual pelo estado de São Paulo, tendo sido eleita. Sua defesa dá ênfase a negros, igualdade racial, combate ao racismo e a inclusão do samba na política cultural do Estado de São Paulo, entre outras propostas. no carnaval 2012, foi homenageada pela escola de samba Acadêmicos do Tatuapé.

Vinte e três álbuns depois, um DVD, várias participações em gravações coletivas ou em discos de outros artistas como convidada, como comentarista de desfiles de escolas de sambas, como conselheira da Seppir, como parlamentar na Assembleia Legislativa de São Paulo, ninguém mais consegue pensar em Leci Brandão sem acrescentar a classificação “mulher, negra, guerreira”, também, como ícone da igualdade racial, sempre atenta e participativa na defesa da maioria, que resulta da soma de todas as chamadas “minorias”. Sem subterfúgios, um número grande dos sambas que compõe ou escolhe para interpretar são verdadeiros manifestos políticos em defesa de direitos, da liberdade, da educação, do respeito à diversidade. “Sou uma deputada bastante assídua. Este gabinete tem muita demanda.”

Carismática como artista, Leci traz a genialidade de um sambista completo, sendo multi-instrumentista e ainda montando todo seu emblemático show, e que show, pois Leci Brandão levanta a bandeira do samba como ninguém e incentiva seus súditos a não “deixar o samba morrer”, ela traz em suas letras, causas sociais como a música que fez voltada para os “esquecidos” professores de nosso país. Leci tá na graça do povo.

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