Ainda menino, quando era conhecido pelo nome de batismo, “José Bispo Clementino dos Santos” trabalhou como engraxate e jornaleiro, tempo em que aprendeu a batucar e tocar cavaquinho. Logo, passou a acompanhar sua mãe, Dona Benvinda, na Escola de Samba Deixa Malhar, no Engenho Novo.
Aos 15 anos, por influência do compositor Gradim, conheceu a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, onde iniciou sua trajetória no samba como ritmista, tocando tamborim na bateria da verde e rosa. Aos poucos, se firmou e com os bambas da escola, participou das diversas rodas de samba na praça onze, se destacando pelo voz de tom grave e firme, que logo o tornaria famoso.

O apelido famoso só viria depois, na gafieira Jardim do Meiér, surgia “Jamelão” e consequentemente o maior intérprete do carnaval carioca, símbolo da Estação Primeira de Mangueira.

A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos, Philips e mais tarde para a Continental, onde gravou a maioria de seus álbuns, para a RGE e depois para a Som Livre. Entre seus sucessos, estão “Fechei a Porta” (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), “Leviana” (Zé Kéti), “Folha Morta” (Ary Barroso), “Não Põe a Mão” (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), “Matriz ou Filial” (Lúcio Cardim), “Exaltação à Mangueira” (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), “Eu Agora Sou Feliz” (com Mestre Gato), “O Samba É Bom Assim” (Norival Reis/ Helio Nascimento) e “Quem Samba Fica” (com Tião Motorista).

De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira, sendo voz principal a partir de 1952, quando sucedeu Xangô da Mangueira. Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: “Não sei quando volto, mas não estou triste.”

Morreu às 4hs do dia 14 de junho de 2008, aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos. O enterro foi no Cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.

1 comment

  1. Geraldo Luiz 28 março, 2017 at 15:37 Responder

    Sensacional, sou mangueirense e adoro o portal sambando pela sua essência em valorizar o samba mundialmente pela internet, fazendo o nosso samba ser respeitado pela qualidade do seu visual e organização. Parabéns, Valeu Jamelão!

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