Fundo de Quintal

O Fundo de Quintal surgiu no dia 20 de janeiro no final da década de 1970 dentro do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, em Ramos, subúrbio da região da Leopoldina, na cidade do Rio de Janeiro. A primeira formação do conjunto de samba tinha Almir Guineto, Bira Presidente, Jorge Aragão, Neoci (filho do célebre compositor João da Baiana), Sereno, Sombrinha e Ubirany. Eles se reuniam sempre às quartas-feiras para fazer um som que começou a atrair a atenção de gente importante do mundo do samba.

O grupo tocava músicas de grandes sambistas e composições próprias, inovando na maneira de falar do cotidiano e sempre com um ritmo diferente, através da utilização de instrumentos até então incomuns nas rodas de samba, como o banjo com braço de cavaquinho(criado por Guineto), o tantã (criado por Sereno), o repique-de-mão (criado por Ubirany) e o repique-de-anel. Desta forma, foram considerados um dos criadores de um estilo que, posteriormente, influenciou praticamente todas as bandas de pagode, sub-gênero dentro do samba que surgia naquela época.

Em 1978, Beth Carvalho convidou o componentes do Fundo de Quintal para participar de seu disco “Pé no Chão”, produzido por Rildo Hora, que mais tarde viria a produzir vários trabalhos do grupo. Em 1980, a gravadora RGE lançou o primeiro disco do grupo, “Samba é No Fundo de Quintal”, trabalho que foi bem aceito pela crítica musical da época.

fundo-de-quintal-texto-sambandoEm 1981, deixaram o Fundo de Quintal Almir Guineto, Jorge Aragão (que seguiram suas carreiras solo) e Neocy, que mais tarde viria a falecer. Entretanto, o conjunto ganhou dois novos integrantes: Arlindo Cruz e Walter Sete Cordas.

“Nos Pagodes da Vida” foi o terceiro disco lançado do Fundo de Quintal, no qual se destacaram os sucessos “Caciqueando” (Noca da Portela), “Encrespou o Mar, Clementina” (Walmir Lima e Roque Ferreira), “Enredo do Meu Samba” (Dona Ivone Lara e Jorge Aragão) e “Te Gosto” (Mauro Diniz e Adilson Victor). No ano seguinte, foi lançado o LP “Seja Sambista Também”, que teve como grande sucesso, além da faixa-título, “Castelo de Cera” (de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho.

Outras músicas que se destacaram foram “Cabeça Fria” (Sereno), “Cantei pra Distrair” (Tio Hélio), “Toda Minha Verdade” (Wilson Moreira) e “Canto Maior” (Arlindo Cruz, Sombrinha e Dedé da Portela). Em 1985, foi lançado “Divina Luz”, quinto LP do grupo, no qual foram incluídas “Minha alegria” (Luiz Grande), “Chega de Padecer” (Mijinha), “Parabéns pra Você” (Mauro Diniz, Sereno e Ratinho) e o sucesso “Eu Não Fui Convidado” (Zé Luiz e Nei Lopes).Em 1986 é lançado o disco ” O Mapa da Mina ” com os estrondosos sucessos de “Seleção de Pagodes” e ” Só pra Contrariar ” ( Sombrinha , Arlindo Cruz e Almir Guineto “. Em 1987, foi lançado o álbum “Do Fundo do Nosso Quintal”, que contou com as participações especiais de Beth Carvalho, na faixa “Pra Que Viver Assim” (Sombrinha e Adilson Victor), e Martinho da Vila, nas faixas “Mama Lala” (cantiga popular de Angola) e “Clube Marítimo Africano” (dos angolanos Felipe Mukenga e Felipe Zau).

Recentemente, o grupo teve uma lamentável perda, morreu o vocalista Mário Sérgio, um artista marcante que possuía uma enorme presença de palco, porém, o Fundo de quintal continua sua caminha, afinal “O show tem que continuar”, e quem passa por debaixo da tamarineira tá abençoado, é “Só felicidade”…

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