Consciência Negra: Dia de celebrar!

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A festa do carnaval é uma celebração do samba, ritmo característico da cultura afro-brasileira

Todo brasileiro nato de verdade tem sangue zulu nas veias, e isso deve ser motivo de orgulho. O dia 20 de novembro que recebe o titulo de dia da “consciência Negra” não é apenas um feriado, é um dia para se elevar a mente, a alma e o espírito, ou seja, a consciência no seu mais amplo significado, para celebrar a nossa liberdade de crença, raça, cor e principalmente a nossa liberdade cultural.

Isso porque, o dia da Consciência Negra tem uma simbologia especial: Ao tentar convencer o povo de que Zumbi não era imortal expondo sua cabeça em praça pública, seus assassinos mal sabiam que aquele gesto de pura tirania, acabaria por imortalizar Zumbi, cuja memória permanece eternizada como um dos maiores heróis da luta negra por liberdade. Por isso, Zumbi renasce a cada 20 de novembro envolto ao som contagiante dos ritmos incorporados pelos negros à nossa cultura, entre eles, o Samba!

Graças a seus tambores, atabaques, agogôs, o ritmo que é o maior representante da identidade brasileira no mundo, nasceu: E este Samba que corre em minhas veias, este Samba que é a minha história, é também símbolo da força, da alegria e da criatividade do negro que deu origem ao povo brasileiro.

Graças a tradição dos negros ainda escravos, de esquecer por um instante a opressão sofrida, se reunindo nos terreiros, nas senzalas para tocar seus tambores, nós temos hoje as maravilhosas Rodas de Samba, onde tudo que é ruim, fica de fora!

Graças a generosidade da negra Tia Ciata, que, em tempos de repressão, abriu as portas da sua casa e cedeu o seu quintal para a reunião dos negros trabalhadores da Estiva no Rio de Janeiro, o primeiro Samba “Pelo Telefone” nasceu do dom do negro, Joaquim Maria dos Santos, o Donga, em parceria com Mauro de Almeida.

Graças ao negro, hoje nos temos o grito inconfundível e inebriante da cuíca, o batuque gostoso do pandeiro!
O que seria do maior espetáculo da terra, o Carnaval se não fossem os negros? Já pensou Escola de Samba sem bateria, sem passistas, sem mulatas? Seria, no mínimo, sem graça!

Já pensou o soul sem Seu Jorge? O jazz sem Louis Armstrong? Já imaginou o choro sem Pixinguinha? A Mangueira sem Cartola, a Portela sem Candeia, o Império sem Dona Ivone Lara, a Vila sem Martinho, o Cacique de Ramos sem Jovelina…?

Já pensou a tv brasileira sem Tais Araújo, Camila Pitanga, Glória Maria, Cris Vianna, Mussum, Nando Cunha, Milton Gonçalves, Lázaro Ramos…?

Todos estes ídolos culturais e artísticos são negros. Todos eles enchem nossos dias de poesia, nossas casas de música, nossas vidas de alegria, nossa história de arte, nossa alma de orgulho.

Então, no dia 20 de novembro, quando você ver um negro, não lhe diga apenas: Parabéns! Diga, obrigada (o) irmão! Pelo som, pela força, pela raça, pela graça, pelo exemplo, pelo talento, pelo Samba nosso de cada dia!

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