cartola texto - Cartola

Infância e Adolecência

Cartola passou a sua infância nas Laranjeiras mas, foi no Morro da Mangueira que ele renasceu, como um dos maiores sambistas de todos os tempos, um ícone da música brasileira que até hoje recebe aplausos por sua obra inesquecível.

Nascido na Catete Angenor de Oliveira, após a morte da mãe, abandonou os estudos e aos 15 anos de idade já trabalhava em uma obra como servente.

Sem mãe, sem estudos e expulso de casa pelas ruas, Cartola que nesta época já conhecia a boemia, passou a viver praticamente em noites de farra, mas não aguentou por muito tempo: Ao 18 anos ficou doente. Sozinho, abandonado num pequeno barraco no Morro da Mangueira, passou a receber os cuidados de D. Deolinda, resultado: se apaixonaram.

Na época D. Deolinda era casada e acabou se separando do marido  para ir morar com Cartola, levando a filha que Cartola criou como sua.

O Nascimento da Estação Primeira de Mangueira

O barraco de Cartola e Deolinda passou a  ser reduto de sambistas que buscavam um refúgio mais tranquilo e mais amigável. Que o diga Noel Rosa que foi se abrigar ali algumas vezes.

Como sua vida era a música, apesar do ofício de pedreiro, Cartola só exercia tal atividade esporadicamente quando a coisa apertava.  Boêmio e apaixonado pelo samba,  dedicava-se ao ofício de compositor e violinista nos bares e  tendas do morro da Mangueira, firmando-se como um dos maiores compositores do morro ao lado dos grandes amigos Carlos Cachaça e Gradim.

Desta amizade surgiu o Bloco dos Arengueiros, em 1925, para brincar o carnaval. Com o sucesso, o bloco dos Arengueiros fundiu-se com outros blocos do morro para formar, em 1928 a  Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira.

Cartola  assumiu a função de diretor de harmonia da escola, ate fins da década de  1930.

Mário Reis que subia o morro para comprar uma música, conheceu Cartola e diante de suas composições, acabou comprando “Que Infeliz Sorte”, que acabou sendo lançado por Francisco Alves.   Francisco Alves por sua vez, gravou outros sambas de Cartola se tornando o  maior ídolo da música brasileira na época,  projetado  Cartola entre os sambistas na cidade.

Mas Cartola resolveu conservar a autoria de suas obras e não dava parceria a ninguém. Apesar do sucesso, acabou  por se distancir do meio artístico, passando a compor exclusivamente para sua escola de samba, a Mangueira.

O Exílio de Cartola e o encontro da companheira de toda vida: Dona Zica!

Nos anos de 1940, o tempo virou: Viúvo, doente, Cartola  passou por um momento de grandes dificuldades. Acabou se mudando do morro da Mangueira para a baixada fluminense. Ninguém mais ouvia falar no seu nome, ninguém sabia onde ele estava. Desapareceu completamente nos meios musicais  e alguns o davam como morto.

Mas, voltou ao morro e, a vizinha Dona Euzébia, ou simplesmente D. Zica a quem conhecida desde a juventude e que agora era também viúva e mãe de 5 filhos. Dona Zica acabou virando sua companheira e lhe dando um novo sentido para viver e também para compor.

Grande apoiadora da sua carreira, para ela Cartola compôs “Nos dois” uma das suas mais belas canções.  Um amor construído na verdade, na parceria e no apoio mútuo.

O ZiCartola

Cozinheira de mão cheia, Dona Zica e Cartola resolveram unir seus talentos para montar um estabelecimento que servisse refeições  e que no final da tarde, encerrava as atividades com uma roda de samba. Era o  “Refeição Caseira Ltda”, mais conhecido como ZiCartola.

No início o ZiCartola só servia refeições. Mas a comida boa acompanhada da batucada no final do dia, acabava por atrair sambistas e compositores. Entre eles Zé Keti que, além de divulgar o ZiCartola em rádios e jornais, teve a idéia de fazer a roda de samba varar noite a dentro. Assim  o ZiCartola passou a  ter noites de samba toda quarta e sexta-feira.

Revigorado, cheio de amor e de volta ao cenário do Samba, Cartola passou  a ser prestigiado pelos artistas da época e  o ZiCartola acabou por se tornar um ponto de encontro de sambistas de destaque e também de nomes da bossa nova,  que passaram a frequentar o local sendo palco do lançamento de Paulinho da Viola.

O surgimento da carreia artística de Cartola

Aos 62 anos, em 1970, Cartola começou a experimentar uma vida de carreira artística:  protagonizou uma série de apresentações promovidas pela União Nacional dos Estudantes, intituladas “Cartola Convida”,  recebendo grandes nomes do samba.

Também em 1970, lançou um volume dedicado à sua obra na série “História da música popular brasileira”. Em 1972 Paulinho da Viola gravou “Acontece” e Clara Nunes gravou “Alvorada”. Em 1973 Elza Soares gravou “Festa da Vinda”. Cartola compôs “Chega de Demanda”, o primeiro samba escolhido para o desfile e que só seria gravado pelo compositor em 1974, para o disco “História das Escolas de Samba: Mangueira”. Pouco depois, na Rádio Jornal do Brasil, apresentou dois sambas ainda inéditos: “As Rosas Não Falam” e “O Mundo é um Moinho”.

Apesar de ter tido uma vida inteira de samba e de ser um dos mais importantes sambistas da história, a sua carreira entre palcos e gravadoras, não duraria mais que 10 anos. Cartola morreu em 30 de novembro de 1980, aos 72 anos de idade.

Homenagens póstumas, discos e biografias  confirmaram que  Cartola foi um dos maiores nomes da música popular brasileira. Ainda hoje suas músicas são interpretadas por grandes nomes da música brasileira conquistando gerações.

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