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Saiba um pouco sobre mais sobre o mundo do samba! Nesta coluna terá a oportunidade de acompanhar reportagens especiais com novidades, dicas de cd´s e muito mais!

 
 
Acessibilidade no samba: a música acolhe a todos!


Alguns dizem que eles tem limitações. Mas para eles, a palavra limitação não significa obstáculo e sim superação e a música é a grande parceira nesta caminhada.

São inúmeros os exemplos de artistas que se dedicam nos dias de hoje, a vencer as dificuldades e fazer da música sua profissão.

Dois exemplos no meio do samba e do pagode da Bahia, chamam a atenção, pela capacidade que têm de fazer coisas que muita gente não consegue:

É o caso de Kinho, vocalista da Banda O Roddo, swingueira ou Pagode da Bahia, como muitos gostam de chamar. Sob um cadeira de rodas ele comanda a banda e sacode multidões em shows por todo Brasil. O ritmo que se caracteriza por gingados e coreografias não foi impecílio para o vocalista que dá um show a parte: " O Kinho é incrível, ele dança, brinca, canta e faz todo mundo tirar o pé do chão, com uma empolgação inacreditável. Eu sou muito fã da banda e dele também porque ele mostra pra gente que não existem limites para ser feliz e para se jogar na hora de dançar" (Suellen Ferreira - Aracaju-SE).

Desde muito cedo Kinho se apaixonou pela música e pelo ritmo contagiante da swingueira e não parou mais. Venceu e superou todas as limitações físicas e mostrou para todo Brasil que a cadeira de rodas não é limite para ele fazer algo que muita gente não consegue: dançar e contagiar o público com o melhor do pagode da Bahia.

"Eu não sou deficiente físico mas tenho certeza que não consigo ter metade do gingado que o Kinho tem. Já tentei dançar, cantar e sou um verdadeiro desastre! Quando fui no show do O Roddo, em Aracaju, fiquei arrepiado e me emocionei. A gente as vezes acha que o deficiente físico é limitado, mas na verdade, muitas vezes eles tem muito mais talento, que a gente. NO meu caso mesmo, acho que vou ver se pego umas aulas de dança com o Kinho. (risos)" Gustavo Alves - São Paulo).

Um outro artista que também é exemplo de superação, força e principalmente de que não há limites para nosso sonhos.
Estamos falando de Gabrielzinho do Irajá. Quem consegue esquecer o talento deste garoto que deste os três anos de idade é apaixonado pela música brasileira e teve a honra de interpretar o Grande Dorival Caymmi e de gravar com Nana Caymmi.
Gabrielzinho já foi artista de novela, e canta como ninguém. Além disso é Compositor, Interprete de Escola de Samba, Partideiro e Ator. Nascido e criado no Irajá, bairro do subúrbio carioca e berço de grandes nomes como: Zeca Pagodinho, Nei Lopes, Dorina, Silvio da Silva e outros mais. Além de precoce, Gabriel possui vivência no mundo do samba através das rodas e shows que freqüenta e participa dividindo o palco e/ou microfone com grandes ícones, o que faria inveja a muita gente grande: Dudu Nobre, Almir Guineto, Partideiros do Cacique, Ircéia Pagodinho, Tia Doca, Tia Surica, Monarco, Mauro Diniz, Luiz Carlos da Villa e tendo ainda como padrinhos o compositor Bandeira Brasil e Dorina, que sempre lembram que Gabriel é a mais nova semente plantada no samba. Estudioso é apaixonado por Samba Antigo e dedicado ao estudo da Música. Frequentador do Cacique de Ramos, ele faz parte de rodas de samba e é um verdadeiro fenômeno na arte de fazer o samba de improviso, versa como ninguém e numa velocidade incrível. "Ele é o máximo, ficamos eu, ele e o Xandy de Pilares mais ou menos 2 horas versando um dia desses. O Gabrielzinho não perde uma! É um garoto talentoso e muito inteligente." (Anderson Leonardo - Vocalista do Grupo Molejo).

O exemplo destes dois artistas, só mostra que todos somos iguais e que a falta de inclusão de gente como necessidades especiais em shows, eventos e outros locais é sem dúvida, algo que precisa acabar.Várias casas de shows no Rio de Janeiro e em outros estados já estão se adptando para receber deficientes físicos, aumentando o espaço entre as mesas de bares, inserido elevadores ou rampas além de escadas, justamente para oferecer a estas pessoas o mesmo tratamento que todo cidadão merece ter. Mas a caminhada ainda é longa e em muitos lugares os deficientes físicos encontrarm inúmeras dificuldades, seja para se locomover, seja para ser visto e aceito como uma pessoa normal, com talento, inteligência, alegria e que pode nos ensinar muito mais do que imaginamos.

Por Lília Araújo




 
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